26 de jun de 2009

25 de Junho de 2009 (por 7A)

Como me disse ontem Chacal: O Michael não pode morrer, pois ele é um desenho animado. Imagina se o Pernalonga morresse? Pois é, hoje, dia 25 de Junho de 2009, alguma coisa se quebrou e os estilhaços enchem nossas vistas de poeiras do impensável impossível impraticável. Estragos de lua, passos de lua, pistas de escuridões; Michael com seus restos lunares. Os desenhos animados explodem a tela e adentram em nossa própria pele através desse menino vítima do POP.


Arnaldo Antunes certa vez sentenciou: “Michael Jackson é um Macunaíma ao avesso. Se o anti-herói de Mário de Andrade faz de si a parábola da gênese das diferenças raciais no espaço ficcional, Michael Jackson representa em carne e osso a abolição dessa fronteira. Michael está colocando seu corpo a serviço de um tempo em que a pessoa valha antes das raças, e o planeta antes das nações." O inventor Jorge Mautner prenunciou: “Numa década de 80 que se queria seca, restaurou o romantismo em escala global. E o paradoxo da questão da pedofilia, com aquele seu país das maravilhas, uma utopia.” Caetano Veloso dizia: “Michael foi o anjo e o demônio da indústria cultural. A serpente de seu paraíso e seu mártir purificador”


Hoje, os jornais anunciam: “Nasceu preto, virou branco e morreu cinza.” Michael gravava em sua pele a abolição das raças, a utopia libertária da dança. Michael não é mais americano porque é do mundo todo.” A noite movimenta o dia, e suas pegadas de lua vêm atrás.


Saudemos agora esse nosso Macunaíma ao avesso que se despede nesse momento para por aqui por muito tempo perdurar. Michael esclarece: ''Eu me torno as estrelas e a lua. Eu me torno o amante e o amado. Eu me torno o vencedor e o vencido. Eu me torno o senhor e o escravo. Eu me torno o cantor e a canção. Eu me torno o conhecedor e o conhecido. Eu continuo dançando e dançando e dançando, até que haja apenas.....a dança"

24 de jun de 2009

4 de Julho vem aí!!!!! Celebremos!!!! Amor Americamente!!













"Olá 7 novistas, estou escrevendo para proclamar a sacudida do esqueleto no mês de Julho para comemorarmos essa data libertária que será o próximo 4 de julho! Se o Pablo Neruda acreditava em 1 América pré-americanos, nós enxergamos a grande vertigem dos edifícios que arranham o céu, as argamassas de sonho e os concretos de delírio; celebremos! Celebremos toda essa palavra continental chamada América! Vamos pensar no nosso vídeo ''do Kennedy até a Vila Kennedy ? ?" Há também a possibilidade de fazermos algo na Barra, a grande Miami carioca, lá tem o NYC de estátua em puro isopor libertário e o Barra World...toda essa coisa maravilhosa!!!

Ruminemos.....
o mês da Liberdade vem aí!!!
Independency Day viva os aliens do afoxé!

E como diria Bono Vox naquela canção extraordinária: These are the hands that built America!!


AMOR AMÉRICA (Pablo Neruda)
Antes do cabelo postiço e do fraque foram os rios, rios arteriais: foram as cordilheias, o trovão sem nome ainda, os pampas planetários./O homem terra foi, pálpebra de barro trêmulo, forma de argila, taça imperial. Terno e sangrento foi, mas no punho das sua arma de cristal umedecido, as iniciais da terra estavam escritas. Ninguém pôde recordá-las depois: o vento as esqueceu, o idioma da água foi enterrado, as chaves se perderam ou se inundaram de silêncio e sangue. /Eu estou aqui para contar a história. Desde a paz do búfalo até as chicotadas areias da terra final, nas espumas acumuladas da luz antártica, metálica pomba. Eu, incaico do lôdo, toquei a pedra e disse: Quem me espera? E apertei a mão sobre um punhado de cristal vazio. Terra minha sem nome, sem América, estame equinocial, lança de púrpura, o teu aroma me subiu pelas raízes até a taça que bebia, até a mais delgada palavra ainda não nascida de minha boca.


15 de jun de 2009

AMOR BAGDÁ (POR 7A)








Um canibal correu para sua tribo a anunciar que tinham capturado um soldado norte-americano. “Bom”, disse um dos canibais entusiasticamente, “eu sempre quis provar um hambúrguer de conversa fiada”. O entretenimento dos bárbaros é ver bombas caindo em uma matemática celestial. Na cidade que já foi luz, a multidão já começa a se derreter. De repente estrelas descem do teto.

Cidades não são meramente geográficas, os tigres transbordam seus rios. Quantos deuses podem dançar na direção de uma bússola? Os inocentes videntes não reparam na poeira dos espelhos, nos reconfortantes escuros. A matemática é uma falsidade provisória. Em tua pré-islâmica urbanização circular ainda pulsa a Mesopotâmia e seus palácios das flores. Porque do caos é que se inventam as estrelas.

Como uma oração de cicatrizes, Bagdá se ascenderá em cada ressaca de futuro que houver, em cada descampado, em cada instantâneo pó, em cada máquina espiritual. Assim como um lustre sabe como acender e o peixe sabe como boiar e a criança sabe como atear fogo no útero da mãe, Bagdá continua respirando em coma. A primavera cresce por si só.

10 de jun de 2009

















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LÚCIO COSTA STRIKES BACK (Amoramérica 2)

E pela janela de A. Hitchcock
vinha lancinante
revoada de planos-pilotos

7M