21 de dez de 2008

Feliz Natal, um próximo ano novo, que tudo surrealize! We wish you a merry christmas!





Homenagem dos Sete Novos ao Papai Noel ou Pai Natal (pra você de Portugal). Esse velhinho que vem lá da Sibéria. Porque na realidade tudo começou com os Xamãs siberianos que se vestiam de vermelho comiam cogumelos alucinógenos, viam renas voando e para agradecer aos deuses pelo delírio deixavam presentes nas casas das redondezas! O Velhinho simpático que conhecemos foi inventado pela Coca-Cola e por isso virou vermelho e branco! Glory to Capitalism. Na foto Papai Noel veste modelito tropical com bandeira dos EUA na barriga. Não podia faltar a Coca-Cola!

Feliz Natal, ou pra você que nem fala português:

4 de dez de 2008

E pra você que mora em São Paulo

Os Sete Novos vêm por meio desta avisar o seguinte:

Enquanto a 7Letras não envia os livros para as livrarias da paulicéia, existem exemplares do Amoramérica na Mercearia do Marquinhos (ou seria Marquinho?) e no Sebo do Bac. E dizemos mais: mais baratos do que na tabela.

Desliga esse computador e vai comprar o livro!

Awey!

2 de dez de 2008

AMOR AMÉRICA 2



Me interessa muito a imagem lisérgica da casa de Andy Wahrol em que vi certa vez em um documentário, em que o artista possuía móveis com gás de hélio e quando queria fazia todos os objetos flutuarem para esvaziar sua sala. Tento por uma vida inteira misturar essa imagem com o questionamento das profecias do livro apocalíptico ´´The Fall of America`` de Allen Ginsberg, em que o poeta quer defender a profecia feita por William Blake de que a América se auto-implodiria em dois séculos (imagem esta quase de ficção científica à la Hollywood). Não estaria Blake descrevendo Kripton, o planeta que explode, seria a América Kripton para Blake ? E estariam os super-heróis norte-americanos tentando criar mitos verdadeiramente americanos com traços gregos, assim como fizeram os romanos ao atribuir traços gregos a seus mitos, como Dionísio no processo que gera Bacu, etc, etc? Acho que sim. Portanto, esse sincretismo é uma parte importante do livro: como os Estados Unidos protestantes da América não possuem santos, nós emprestamos os nossos de macumba para fazer parte do grande terreiro yankee criado pelos Sete Novos. Ou alguém nega que mesmo os protestantes entram em transe? Marthin Luther King entrou, tantas e tantas vezes, assim como Jim Hendrix de lá nunca saiu. Aliás, nos filmes de Superman o planeta terra é sempre descrito como Planeta Houston, não é demais? E sem falar no Planeta Hoolywood, lanchonete que serve mundialmente hambúrguer e sonhos, assim como as finais dos campeonatos americanos são sempre descritos como World Series. Realmente a grandiloqüência americana é demais e temos que aprender com ela: de Pernambuco para o mundo, de Pernambuco para o mundo. Esse foi e sempre será o sentimento que tenho da América, um pavor carinhoso, um assombro coberto de calor. Estava na hora então de surrealizar um pouco as landscapes como tentou o francês Jean Baudrillard descrevendo as paisagens siderais em ´´America``, ou quis o afrancesado Henry Miller em seu livro escrito pelas estradas norte-americanas ´´Paraíso Refrigerado``. Eu saúdo a América e os seus gestos de despedida no corpo. Eu te saúdo André Breton do Grand Canyon ao Colorado.
7A

AMORAMÉRICA 2! A Missão!



"Esse livro é uma trilogia como todo bom e velho século XX". Nós mesmos dissemos isso. De volta ao delírio da paranóia Americana aqui começa o AmorAmérica 2!

Na madrugada, iluminado pelas Formas alvas, brancas, Formas claras de luares, de neves, de neblinas!... Ó Formas vagas, fluidas cristalinas, da tela do computador, eu ouço um ruído de estridente cancerígena interferência do celular nas caixas de som. Esse ruído, estilo noise de festa eletrônica esquisita nem de longe me faz lembrar o Blues que o Cruz e Sousa teria inventado se fosse um negão de New Orleans como queria o Leminski. Esse ruído são as freqüências telefônicas vindo pelo Pólipo de recônditas reentrâncias do ar. Vêm voando como o morcego do velho Augusto que teria parado na boca do Ozzy fosse o Dos Anjos um gordo cabeludo urrando um Black Sabbath cirúrgico. Mas às vezes é alarme falso. É mensagem que não chega. É só mais uma dose de adrenalina pra fomentar a insônia da madrugada. Valem no entanto os 3 segundos de ruído. Vale a esperança do fim da solidão vinda de uma comunicação longínqua de alguém que de quem nunca se saberá. Uma espécie de ó meu Amor, que já morreste, ah! nunca mais florescerás?! Não sei, talvez menos trágico, menos simbolismo romântico. Mais simbolismos sinestésicos do Harlem. Fosse o velho Alphonsus um negão Globetrotter teria inventado a música Gospel, um Soul de sinos altos saca? E o Kilkerry? Tivesse ido à terra do Mickey poderia ter trocado mais idéias com Walt Disney Whitman sobre o verso livre. Fumariam umas Folhas da Erva. O verso é livre vivamo-lo. Mensagem nenhuma chegou. O celular morto sobre a mesa. Me iluminam outras luminosidades. Tem cheiro a luz, a manhã nasce... Oh sonora audição colorida do aroma! Good morning USA!

7D.