29 de jun. de 2008
LUAMÉRICA
7D.
25 de jun. de 2008
Krypton Kriança
Krypton nunca mais será o mesmo!
7Todos
FOLCLORE AMERICANO
24 de jun. de 2008
A MELHOR NOTÍCIA AMERICANA
7D.
20 de jun. de 2008
MACUNAÍMA VERSUS SUPERMAN (POR 7A)
George Washington não viu na mestiçagem uma cadência fatal. Thomas Jefferson, apesar de ser contra a preguiça inata na construção identitária da Eldorado do Novo Mundo, vê o continente rico em espera por invasões cruas. Simplesmente adora os manequins sentimentais empalhados e sua comoção lírica de mitologias indígenas e folclores urbanos estilizados. Em Fort Lauderdale não haveria nenhum ardor metafísico pelo mar, mas sim a busca da queima dos barcos feito por Cortez na Costa Rica. Da África o Imperador nunca mais irá voltar.
Da preguiça da ganância o cowboy do far-west possui a aridez geral de lagoas mortas e clima feroz, um traço melancólico de paisagens e a dramatização de sua natureza. Os retirantes do Arizona possuem as folhas urticantes dos umbuzeiros de Phoenix. O homoamericanus (cruzamento pré-colombiano dos tupis aborígenes) é antes de tudo um fetichista desesperado pela hecatombe das ausências de ruas. O ganancioso herói acaba de reconstruir a muralha da China, congela um vulcão na Itália, e recoloca a Estátua da Liberdade em seu devido lugar.
Superman nunca ouviu o alter-ego de ensinamentos de Kripton. Quando o Super-homem perde sua capa (arrancada pelo Homem Nuclear) é como um ato grego do herói que perde sua armadura. No entanto, se Superman é o Ulisses norte americano voltando sempre para salvar Metropolis não parece envelhecer como os deuses gregos, já que enquanto seu ator Chistopher Reeve ficou paralítico e morreu tempos depois, a alegoria do Super-Homem voltou e voltará rejuvenescida sempre que algum Prometeu drogado quiser. Um anão surgiu berrando em um elevador que o terceiro mundo vai e explodirá, mas Superman nem deu ouvidos.
Irão nos apresentar agora as argamassas de sangue dos Titãs e Moribundos. As emboscadas da Caatinga não escondem os texanos. Segundo dizem as vozes de Kripton ´´a terra é primitiva demais, e se você ensiná-los a colocar a fé em uma pessoa, mesmo sendo você, você estará ensinando-a se trair``. Superman nunca ouviu o alter-ego de ensinamentos de Kripton. É aplaudido na ONU e se diz mais terráqueo do que de Kripton. A cornucópia da volta de Lex Luthor acontece em uma tela gigante em Times Square e seu Hércules nucelar dança sob energia do sol. A roda criou o navio e a bomba atômica criou a roda.
Um avião pousa em um campo de beisebol e Grande Otelo é aplaudido ao vivo na televisão. Deus envelhece e adoece? Os deuses gregos sim. O tom bíblico da figura holográfica de Marlon Brando é que explode o astro muriaquitã. O mundo não precisa de super-homens. No lado escuro da lua preso dentro de um elevador; é quando a lua tapa completamente o sol. Superman IV acaba com um eclipse do sol. O Planeta Houston é realmente azul.
Pelos murmurejos do Arariquera, é que Cary Grant desafia a gravidade, volta o tempo e atravessa as vinte e oito galáxias. Com sua roupa nas cores da bandeira norte-americana e com o mosaico de guerras sangrentas nas costas. O mito de origem da fábula é o limite da própria galáxia. A placa tectônica da California um dia detonará sua identidade mantida em sigilo. O bebê sexualizado escapa subindo ao céu do planeta em um berço cadente indo parar no Kansas, já nasce adulto e feio. O bebê de super poderes é Adônis na mitologia norte-americana. Isto não é uma ficção.
Paris é a capital do planeta Houston, mas não manda em nada. Torre Eiffel da Metropolis em ruínas. A sombra da história calha quando o super-herói resolve ser humano; Prometeu fala ao vivo diariamente em rede de TV. Macunaíma obriga o presidente dos Estados Unidos a ajoelhar dentro da Casa Branca. Com um sopro derruba helicóptero e muda o curso das águas de Niagra Falls. É o camaleão que vira estrela.
Superman é chamado pelos vilões de Kripton de idiota sentimental. Os rebelados de Kipton são destruídos por um outdoor da Coca-Cola e empilhados num caminhão da Malboro. (Presidentes entalhados na rocha). Em um terreiro de macumba da Louisiana é que Macunaima vestido de hippie pede um trabalho contra o gigante industrial antropófago Lex Luthor. Superman somente aparece na América Latina para apanhar bananas para o jantar.
Um homem aparece sorrindo enquanto fala em telefone público arrastado no meio de um furacão; Super-homem naufraga um barco entre dois prédios. Ali no centro da metrópole Sylvester Stallone convida tigres para seu casamento. Canoas de asfalto e monstros de isopor humilhados por homens-macacos torturadores.
Como bem defende Susan Sontag, Macunaíma é o super-homem modernista do lugar abstrato do grotesco elegante sem charme. O magnetismo epilético já era uma coisa a frente de Oswald, esquadrinhava uma identificação cultural que não fosse fixa, ou apenas nacional. Andy Wahrol bem sabia que era impossível se pensar os Estados Unidos sem as paisagens de plástico Elvis Marilyn e a Los Angeles de plástico. Suas linguagens em dicionários de imagens e psicodélicos submarinos em forma de quadrinhos extraordinários, eram e são erimundos e espertos no limite da perturbação da bestialidade com a novidade da brincadeira bacanérrima.
Grande Otelo como bebê é catapultado das entranhas do mito. Dentro de um supermercado de cultura é claro que as musas hiper-sexualizadas de Manhattan fazem a diferença. Seus figurinos esfuziantes são de uma grife de mulheres comedoras de gente, arrogantes e subsumidas em sangue. Irapuru pousa na cabeça da metamorfose. A muriaquitã industrial gera as 51 estrelas da confederação, ascende na galáxia e se inaugura como alegoria nacional- universal afixada na natureza. O herói se afoga no próprio sangue com seu casaco presidencial. Em azul, vermelho e branco é obrigado a entrar em um balanço com balões que sobrevoam a feijoada feito padre; sendo aplaudido pela massa festiva. É um ato de nascer sem aura nenhuma.
Na cena da feijoada canibal no Parque Lage, Clark Kent utiliza sua calma carnavalizante praticando até o jogo do bicho; e o vencedor (por uma lógica absurda) é jogado dentro da feijoada devoradora de gente. Casamento carnaval. Quando abandona a cidade está vestido de cowboy dentro de canoa na beira do Uraricoera, levando como memorabilia urbana uma guitarra elétrica, um rádio, uma televisão, um ventilador, uma eletrola e um auto-falante.
Lex Luthor comedor de gente se traveste de mulher em um velório alegre para apaixonar os mágicos e os cafajestes. No meio da Baía de Guantanamo nasce um bebê que logo depois será explodido junto com sua mãe por bomba relógio. A família pós-apocalipse. Os brancos se vestem de índios para sobreviver. Domam-se a catequese da competição espacial e possuem a certeza de que logo chegará o jesuíta Antônio Vieira intergaláctico Clark Kent lenda erudita POP.
19 de jun. de 2008
THE STAR-SPANGLED BANNER
ou A ESTRELA ENFEITOU COM LANTEJOULAS A BANDEIRA
Esse hino começa com Watercolor of Brazil
Brazil, where hearts were entertaining June
We stood beneath an amber moon
paá pa pa paá pa rá pa paá
Faixas de cetim azul e vermelhas e lantejoulas nas estrelas! Return i willl to old Brazil. Na voz das vozes dê seu testemunho Frank! Você que andou com Zé Carioca pelas calçadas de Copacabana bebendo caipirinha e fumando muito mais que charutos cubanos! Blame it on samba! Deixe-se levar por essas curvas sinuosas e cubra de pedras portuguesas os desfiladeiros do Gran Canyon. BRAZIL! Entre e deixe-se perverter, renasça aqui com olhos azuis de outro atlântico! Escreva sua garota da Califórnia e conquiste a Yansan da sua vida, porque essa causa sim é justa! E se de manhã você estiver a milhas de distância with still a million things to say volte frank e renasça de novo com cabelos brancos de outras areias finas, com o coração vermelho terra do serrado! Tomorrow was another day e você Frank sambando, zé pilintra de Hoboken, vai descobrir que também confiamos em Deus, deuses que sabem dançar e que nossos lemas de conquista são um só coração pulsando amor nesse mundo estelar galático liquidificadora América!
E sobe a música! PAÁ PAÁ PAÁ PÁ!
Ah é nessas fontes murmurantes
Recalling thrills of our love
There's one thing that I'm certain of
Return I will to old Brazil
7D.
BRAZIL (Escrito por 7 mãos)
O grande problema nos parece é que o silicone não dá leite; e a maioria das amas de leite já foi deportada para Libéria. As leiterias alucinógenas da Laranja Mecânica acabaram de fechar. E o verdadeiro Clock Work Orange é o Brasil; uma locomotiva desenfreada em que sem explicação alguém puxou a alavanca. Ela parte em direção contrária. O verdadeiro Brasil. O Clock Work Orange para Oswald somos todos nós. E o que acontece com uma pessoa amamentada por silicone? Nasce americana.
Terry Gilliam que nasceu em Minneapolis (a terra do trovador desterrado e genial Bob Dylan) foi o estrangeiro que melhor entendeu nosso país, o caos acontecendo com fuzilamentos amorosos de polícias torturadoras nesse coração esburacado pelo garimpo na serra pelada do coração da América, pm fbi bope e cia quem levará para longe nossos novos minérios do amor. E enquanto isso pará-paránánánánánáná-parnanánánánánánáná-return I will to old BRAZIL. No evangelho do caos toca.
E se existe mesmo a geração pós-diluviana 00, ou pós-internet, pós-pós-tudo, para os norte-americanos a amizade é uma cerca de arame farpado com carne mexicana (chilli com sensualidade). Não é assunto de se domar no tédio. Não existe simbólico nenhum aqui. O importante é ser celebrado, entende? É luminoso, mas está num museu. Se nenhum índio o pratica, o que sobrevirá não é o discurso, mas o poético sob todos os discursos. Sobrevoará e irá se auto-festejar enquanto pluma no jardim de cowboys noturnos e pulsações de caracol. Atrás de todo espelho tem um espelho da CIA. Evoé!
