
“...esta tristeza que, embora inevitável, sempre procurei ver adiada no tempo, já que ela, com viver quase noventa anos, habituou-nos tanto à sua presença que era penosa a simples idéia de perdê-la. Mas a perda veio, e diante do irremediável o que se deve fazer é buscar o conforto no que ficou de melhor e mais grato em nós do convívio com a pessoa amada”.
E hoje vô o que fica em mim são essas lembranças de tantas histórias sobre poesia, ou daquele dia em 1994 quando você, meu pai e eu pulamos juntos, abraçados, na conquista do tetra campeonato mundial de futebol, ou tantas e tantas outras coisas que um silêncio explica melhor.
Em um soneto você pede pra que não se diga Adeus, mas apenas até breve e se em outro você diz que já estava cansado da busca pelo sumo das palavras, pode descansar tranqüilo que a gente continua esse caminho por você!
Até breve meu avô.
Alphonsus de Guimaraens Filho, poeta, meu avô. Nasceu em Mariana a 03 de junho de 1918 e faleceu no Rio de Janeiro no dia 28 de agosto de 2008.
























